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Um gestor estava a caminho da empresa quando, ao parar em um semáforo, foi surpreendido por uma vendedora de rua.
“Hoje o dia vai ser longo e o senhor vai precisar de energia extra. Eu tenho a solução aqui por apenas R$ 2,00!”, disse a vendedora de chocolates, uma garota humilde de cerca de 20 anos. Muito mais do que a frase impactante usada na abordagem, foi a energia transmitida pelo tom de voz e pela expressão facial da jovem que fez o gestor abrir a carteira. Era nítido que ela realizava aquela venda como se fosse a obra-prima de toda a sua vida. Ainda assim, aquela seria apenas uma entre as centenas de abordagens que ela faria naquele mesmo dia. Após um breve momento de encantamento, surgiu na mente do gestor um pensamento acompanhado por um profundo sentimento de desconforto: “Por que minha equipe não trabalha com esse entusiasmo?”. Apesar de receberem salários significativamente mais altos do que o que aquela vendedora de rua conseguiria alcançar trabalhando de sol a sol, sete entre cada dez de seus funcionários apresentavam baixo engajamento* e, aparentemente, faziam apenas o mínimo necessário para não serem demitidos. Naquele momento, o gestor ainda não tinha a resposta. Mas a pergunta nunca mais saiu de sua cabeça: por que algumas pessoas, mesmo ganhando pouco, trabalham com tanto entusiasmo, enquanto outras, ganhando muito mais, não gostam do seu trabalho? Se você gerencia uma equipe, possivelmente já se fez essa pergunta diversas vezes. E, se este artigo conseguiu manter a sua atenção até aqui, você está prestes a compreender uma das principais respostas. O principal motivo que leva uma pessoa a gostar do seu trabalho é a aderência entre as suas tarefas, os desafios que enfrenta diariamente, e os seus talentos, ou seja, o seu perfil. Segundo pesquisas realizadas pela Gallup com mais de 2 milhões de funcionários, pessoas que têm a oportunidade de fazer todos os dias, no trabalho, aquilo que fazem de melhor são seis vezes mais propensas a estarem engajadas. Unidades de negócio que vivem essa realidade têm 44% mais chances de possuir clientes satisfeitos, 50% mais probabilidade de apresentar baixa rotatividade de funcionários e 38% mais chance de serem altamente produtivas. Se esses dados parecem exagerados, basta lembrar que muitas pessoas se dedicam intensamente, e até sacrificam retorno financeiro no curto prazo, quando se sentem profundamente identificadas com aquilo que fazem. Algumas sequer chamam isso de trabalho, preferem definir como hobby, passatempo ou diversão. Talvez você acredite que a sua área ou a sua empresa não ofereça um trabalho tão motivador quanto vender chocolates no semáforo. Mas isso não é verdade. Qualquer área de uma empresa, inclusive aquelas que exigem atividades consideradas por alguns como enfadonhas, pode oferecer oportunidades reais de realização para determinados perfis de profissionais. Para que isso aconteça, porém, é necessário dominar e aplicar três passos fundamentais. 1. Descubra o perfil atitudinal dos seus funcionários Não se iluda com o currículo. Uma pessoa pode ter sólida formação acadêmica e vasta experiência em uma área, mas isso não garante realização profissional. O que realmente importa é a compatibilidade entre o perfil atitudinal do indivíduo e as tarefas que ele executará no dia a dia. Embora esse conhecimento seja fundamentado em estudos sobre comportamento, cognição e tomada de decisão, hoje existem ferramentas capazes de traduzir tudo isso de forma prática, simples e acessível à gestão. Temos ensinado essas técnicas com muito sucesso aos nossos clientes, tanto em treinamentos presenciais quanto online. 2. Coloque as pessoas certas no lugar certo Conhecer o perfil atitudinal não adianta se os talentos continuam sendo desperdiçados em funções com baixa aderência. Quem tem talento para vender deve vender. Quem tem talento para administrar deve administrar. Na prática, gestores eficazes buscam garantir que a maior parte da rotina do profissional, algo em torno de 80% das suas atividades, esteja alinhada ao seu perfil. Essa também é uma informação que pode ser obtida por meio de instrumentos simples e acessíveis. 3. Invista nos pontos fortes e minimize os impactos dos pontos fracos Nenhum profissional possui aderência total a todas as tarefas de uma função. Sempre haverá aquele relatório que o vendedor não gosta de preencher ou aquela reunião com o cliente na qual um profissional mais introspectivo se sente desconfortável. Como líder, o seu papel é ampliar ao máximo as oportunidades para que cada profissional utilize seus pontos fortes na rotina. E, quando surgirem tarefas que estejam fora da sua zona de conforto, cabe a você minimizar os impactos por meio de orientação, educação e treinamento adequados. Para cada um desses passos existem métodos que podem ser aprendidos e aplicados imediatamente. É claro que a aderência entre tarefas e talentos não é o único fator responsável pela motivação no trabalho. Ainda assim, trata-se de um fundamento essencial da liderança. Quando colocado em prática, gera resultados consistentes e sustentáveis, porque as pessoas se realizam quando têm a oportunidade de fazer, todos os dias, aquilo que fazem de melhor. E não importa se isso significa planejar uma missão tripulada a Marte ou vender chocolates no semáforo. Se você deseja aprofundar sua capacidade de colocar as pessoas certas no lugar certo e desenvolver uma liderança mais consciente e eficaz, clique aqui e conheça o programa de mentoria. * Dado real. Fonte: FGV-EAESP Você está com uma ideia fantástica para implementar na empresa. É aquela ideia que vai mudar tudo e levar o negócio a um novo patamar de resultados. Só há um problema: entre você e o sucesso há um rinoceronte!
Um rinoceronte é aquele ser resistente, paquidérmico, meio bruto, que se sente ameaçado e parte para o ataque sempre que alguém tenta invadir o seu território. Talvez você trabalhe (ou já trabalhou) com alguma pessoa difícil assim, “casca grossa”, que não tolera ver seu território ideológico invadido e defende sua opinião, seu sagrado ponto de vista, como um animal instintivo defende seu espaço vital. Projetos ficam empacados, o clima no ambiente de trabalho péssimo e as pessoas não conseguem nem respirar. Pois é! Talvez você não saiba, mas os rinocerontes também costumam empilhar seus excrementos para demarcar território… O melhor mesmo seria evitá-los. Mas quando isso não for possível, como enfrentar o bicho sem ser destroçado? Durante a minha trajetória de vida, tive a oportunidade de lidar com alguns rinocerontes, tanto no ambiente profissional quanto nas relações pessoais, e aprendi algumas técnicas simples para gerenciar essas situações de perigo que quero compartilhar com você. O que não fazer diante da fera?
Então, o que fazer com essas pessoas difíceis? Faça perguntas! Sim, a melhor forma de se livrar do ataque é com perguntas investigativas (não ameaçadoras) que demonstrem real interesse nas opiniões do outro. Peça para a pessoa justificar seu ponto de vista com base em dados (estatísticas, por exemplo) ou fatos (concretos). O que acontece é que o cérebro, quando ocupado com questões mais racionais, precisa direcionar boa parte de sua energia para resolver essas questões e isso faz com que a agressividade e a emocionalidade cedam espaço para o raciocínio lógico. O resultado é um rinoceronte mais sociável e lúcido, que aos poucos vai percebendo o próprio comportamento e se sentindo cada vez mais seguro para expressar as causas dos seus maiores anseios. Neste ponto, você conseguiu finalmente entrar no território da fera. Somente nesta situação você terá chances reais de apresentar suas ideias e resolver os impasses encontrando alternativas eficazes para alcançar o sucesso desejado. E quando o rinoceronte não está apenas no outro? Conflitos persistentes raramente existem apenas fora de nós. Muitas vezes, o verdadeiro impasse nasce da forma como interpretamos, reagimos e conduzimos essas situações. Liderar pessoas difíceis exige mais do que boas intenções ou técnicas pontuais, exige clareza interna, método e consciência do próprio padrão de liderança. Na Mentoria de Modelagem Gerencial, eu ajudo líderes a identificar seus próprios gatilhos, entender as dinâmicas invisíveis dos conflitos e desenvolver uma forma mais lúcida, estratégica e segura de conduzir pessoas, inclusive aquelas mais resistentes. Se você deseja deixar de reagir no impulso, ganhar domínio emocional e aprender a entrar em territórios difíceis com firmeza e inteligência, talvez este seja o próximo passo da sua jornada como líder. Conheça a Mentoria de Modelagem Gerencial e avance com método, clareza e apoio direto. Você sabe qual é o principal motivo das dores de cabeça e das noites mal dormidas de um gestor?
De longe, a reclamação que mais escuto nas sessões de mentoria com diretores e gerentes de empresas de todos os portes é que seus subordinados não trabalham comprometidos com os resultados. A portas fechadas, eles me revelam: “Não sei por que, mas não consigo fazer com que minha equipe faça o que deve ser feito…” Você gerencia pessoas e também se identifica com essa situação? Então, vou revelar para você o que costumo dizer aos meus mentorados já na primeira sessão para que eles iniciem uma jornada que vai alavancar o desempenho e a produtividade das suas equipes. O primeiro passo para ter funcionários realmente comprometidos com os resultados é você ser comprometido com a sua liderança. Ok! Eu sei que isso parece muito conceitual e vago. Então, vou clarificar o significado dessa primeira orientação. Ser comprometido com a sua liderança significa reconhecer que, para ser um líder consistente, é preciso ter muito estudo e treinamento. É preciso compreender que liderar exige o desenvolvimento de competências sofisticadas e específicas, e de pouco (ou nada) adianta ter boa vontade para ser um excelente líder se você não conhece e domina essas competências na prática. Competências como estabelecer metas engajadoras, determinar métodos efetivos, colocar as pessoas certas no lugar certo, treinar eficazmente, demonstrar interesse pelo andamento do trabalho e dar feedback corretivo ou de incentivo, são atividades de rotina de qualquer líder que demandam uma imensa variedade de conhecimentos, habilidades e atitudes. Porém, infelizmente, a grande maioria dos gestores subestima a complexidade dessas atividades e supõe que basta ocupar um lugar no organograma da empresa para que, magicamente, passem a dominar a arte de liderar. Eles se apóiam em frases como: “Ah, mas eu sempre comunico as metas para a minha equipe…” Então, quando eu faço meu trabalho de consultoria e investigo os principais motivos das metas não serem alcançadas, descubro por exemplo que as pessoas nem ao menos lembram seus objetivos prioritários, ou simplesmente não acreditam ser possível alcançá-los. Ou seja, os gestores acreditam que comunicaram as metas competentemente enquanto, na realidade, não o fizeram. E essa inconsistência na execução é uma falha que se replica em todas as demais competências da liderança. A arrogância é uma armadilha nefasta que pode solapar o desenvolvimento de qualquer líder. Não é à toa que passamos por uma forte crise de liderança nas empresas, nas famílias e até mesmo no governo do nosso país. Por isso, meu convite para você - gestor que encara com seriedade sua função de liderar pessoas - é que faça uma autoavaliação honesta sobre a qualidade da sua atual formação técnica e conceitual em liderança. Na sua trajetória profissional, quantas horas você já se dedicou estudando a ciência e praticando a arte de liderar pessoas? Se a sua resposta for algo próximo ou superior a 5.000 horas, parabéns! Você pode considerar-se um profissional comprometido com o sucesso do seu negócio e consciente dos seus desafios como líder. Porém, se nos seus cálculos esse número não passa nem dos 3 dígitos, talvez seja a hora de encarar uma importante mudança de atitude. O comprometimento da sua equipe com os resultados começa com o seu comprometimento em ser um líder consistente. E se você leva a liderança a sério e sabe que precisa evoluir, 👉 preencha a aplicação para a mentoria e avalie se este é o próximo passo para você. Funcionários que não fazem o que deveriam fazer ou, ainda, fazem o que não deveriam fazer. Gente que não entende o que você diz ou simplesmente não aceita o seu comando… Pois é! São muitos os motivos que podem levar um líder a perder a paciência com as pessoas. Se na sua rotina gerencial você se vê frequentemente ansioso, irritado ou até mesmo na iminência de “explodir”, este artigo é pra você.
Sabemos que gerenciar é resolver problemas, mas, convenhamos, ninguém é de ferro! Às vezes, o líder tem vontade de avançar com unhas e dentes no pescoço de alguém, cruzando o limite da sanidade e do bom comportamento. Mas, mesmo que isso fosse socialmente aceito, haveria ainda bons motivos para você aprender a gerenciar suas emoções. Existem sólidas pesquisas que demonstram que as emoções humanas podem ser contagiosas. E como liderar é influenciar pessoas, imagine o poder que você tem de contagiar sua equipe com os sentimentos contraproducentes decorrentes do estresse. Isso só faria aumentar os seus problemas, não é verdade? Além disso, as pessoas preferem seguir líderes calmos e assertivos. Os professores Amy Cuddy e Dale Carney da Columbia Business School e Harvard Business School coordenaram uma pesquisa com gestores de empresas e estudantes que revelou que calma e assertividade são características presentes nos líderes efetivos. Ok! Talvez você até gostaria, mas sinceramente não consegue ser esse líder. Então, o que fazer? Relaxe um pouco e veja as dicas a seguir. Testosterona x cortisol Ser calmo e assertivo tem muito menos a ver com fatores externos (como a organização do ambiente de trabalho e as pessoas à sua volta) e muito mais a ver com fatores internos (você). O que a equipe de pesquisa descobriu é que líderes efetivos têm níveis elevados de testosterona combinados com baixos níveis de cortisol na corrente sanguínea. O que isso significa? A testosterona é um hormônio esteroide secretado em machos e fêmeas. Níveis elevados estão associados à assertividade. O cortisol é um hormônio esteroide produzido no córtex adrenal. Os níveis elevados desse hormônio estão associados ao estresse: ajuda o corpo a se preparar para “lutar ou fugir”. Em outras palavras, níveis elevados de testosterona e baixo nível de cortisol no sangue estão associados ao comportamento calmo e assertivo. Mas a questão é: como alterar os níveis desses hormônios? É aqui que entra a melhor parte… Mudando a química no seu cérebro A pesquisa também revelou que é possível manipular os níveis hormonais por meio de técnicas físicas. O fato é que, por meio de certas posturas, os músculos acionam o cérebro para produzir os hormônios desejados. Em especial, as chamadas “posturas de poder” como, por exemplo, aquela postura corporal que os atletas executam em momentos de triunfo, com os braços elevados, a cabeça levemente tombada para trás, o corpo bem estendido e o peito expandido. Manter essa posição por apenas dois minutos pode aumentar a produção de testosterona e reduzir os níveis de cortisol. Portanto, o líder calmo e assertivo pode ser voluntariamente produzido pelos seus músculos atuando no cérebro. A prática faz o líder Confesso que a leitura desta pesquisa foi para mim bastante interessante, pois acabou conectando um pouco da minha trajetória profissional. Durante 16 anos (de 1995 a 2010) fui proprietário de uma empresa que oferecia treinamentos de gestão do estresse (entre outros) para empresários, executivos, estudantes e profissionais liberais e pude constatar na prática o impacto de inúmeras ferramentas para mudar a atitude das pessoas frente a situações difíceis de rotina. Então, trazendo um pouco da minha experiência para ajudar você a estabilizar suas emoções, vou descrever a seguir um treinamento fácil e prático que poderá fazer diariamente, principalmente antes daquelas reuniões de feedback com seus liderados.
Na medida em que você for evoluindo na prática, será possível tanto aumentar o tempo total de duração do exercício quanto reduzir o ritmo respiratório. A consequência desta respiração consciente, profunda e ritmada é um estado de grande clareza mental e estabilidade emocional. Como a prática irá mostrar a você, ser um líder calmo e assertivo é uma questão de escolha. Tenha certeza que não somente você mas também o ambiente de trabalho e os seus resultados terão muito a ganhar. E se você quer desenvolver essa calma e assertividade de forma consistente, aplicada à sua realidade como líder, preencha a aplicação para a mentoria neste link. Ela vai me ajudar a entender seu contexto e avaliar se este é o momento certo para caminharmos juntos. Um grande abraço, Ricardo Mallet |
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AutorRicardo Mallet é consultor empresarial e mentor de líderes. Arquivos
Fevereiro 2026
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