Ricardo Mallet
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Os 5 maiores erros que um líder iniciante deve evitar

2/9/2025

 
Não adianta! Ser iniciante em qualquer área traz suas dores e suas delícias. A delícia é que, quando olhamos para trás, parece que todo aquele período de transição foi mágico, inesquecível. Mas até lá, superar as dores é a grande questão. Neste artigo, trago para você o que considero ser os 5 maiores erros que um líder iniciante deve evitar pois são causadores das maiores dores de cabeça; erros que podem, inclusive, ser determinantes para a sua continuidade na função. Se você está passando por este momento na sua carreira, sugiro que acalme o pensamento e dedique alguns minutinhos de foco mental nas linhas a seguir.

Erro 1: agir como uma prima-dona
Líderes iniciantes podem cair na armadilha da soberba. É o famoso problema do poder que sobe à cabeça. Começam a agir como uma prima-dona, aquela cantora principal da ópera que necessita atrair toda a atenção do público para si. E como um novato faz isso? Com atos de autoafirmação que podem oscilar entre querer ser “o chefe mais querido do mundo” e aquele que se impõe mostrando “quem manda aqui”.

Como evitar: essa armadilha, no fundo, tem a ver com insegurança. Líderes verdadeiramente seguros do seu poder e de sua autoridade não necessitam de constante autoafirmação. Comece reduzindo sua ansiedade e aceitando o fato de que você ainda cometerá vários erros na liderança. Isso é normal e até esperado. Entretanto, esteja totalmente disposto a aprender com seus erros e, principalmente, a pedir desculpas quando eles afetarem outras pessoas. Mostrar-se como falível não é sinônimo de fraqueza e sim de caráter elevado. Porém, atenção: isso não te dá carta branca para repetir os mesmos erros eternamente. Evolua sempre!

Erro 2: “deixa que eu faço”
Talvez, há bem pouco tempo, este líder novato ainda se destacava e era reconhecido por sua excelência técnica. Aquela autoimagem de “eu sou o cara” ainda está muito presente e para ele é difícil tirar as mãos da operação e passar a gerenciar a equipe. Falta confiança no trabalho dos liderados e, para ser sincero, existe até um certo receio em deixar que outros se tornem tão bons nas tarefas quanto ele próprio.

Como evitar: construa um novo mindset que associe o seu sucesso ao sucesso do time, e não mais ao próprio sucesso. Estabeleça uma agenda (com dias e horários definidos) para treinamento e acompanhamento do trabalho de cada liderado. Faça uma reunião mensal para celebrar o alcance das metas e valorizar a qualidade do trabalho da equipe.

Erro 3: achar que tudo é óbvio
Pra quem aprendeu a andar de bicicleta quando criança, é difícil entender como alguém não consegue se equilibrar na magrela. Mas, acredite, muita gente não consegue. O mesmo ocorre com um novo líder. Ele vê as tarefas do dia a dia como algo simples, quase intuitivo pois, enquanto fazia o trabalho que daí em diante irá gerenciar, tudo era tão óbvio. Só que, agora, o desafio será outro: fazer com que OUTRAS PESSOAS vejam o trabalho diário como algo simples e óbvio! Sem dúvida alguma, será um desafio de paciência, muita paciência…

Como evitar: estabeleça prioridades claras. Comece identificando as 3 metas mais importantes da sua área. Metas são problemas que você deve resolver com o auxílio dos seus liderados num determinado prazo. Às vezes esses problemas são recorrentes como vender, produzir etc. Às vezes são pontuais como a entrega de um projeto. O que importa é você manter sua equipe focada no que deve ser alcançado, em quanto tempo e como chegar lá.

Erro 4: ser desleixado na comunicação
Liderança é um processo de influência para engajar pessoas a alcançarem resultados de interesse comum. Nesse processo, o relacionamento interpessoal é um fator imperativo. E relacionar-se bem depende, em grande parte, de uma boa comunicação. Líderes iniciantes, que não desenvolveram essa competência ao longo de sua formação pessoal e profissional, enfrentarão enormes dificuldades com seus liderados. Não saber falar de forma clara, não saber ouvir, falhas técnicas ao dar um feedback tanto corretivo quanto de incentivo são apenas algumas deficiências na comunicação que todo líder deve superar prioritariamente.

Como evitar: esse não é um problema de simples solução e, como todo problema complexo, demanda um esforço sistemático para ser resolvido satisfatoriamente. Mas uma primeira medida que você pode adotar neste sentido (e que causa grande impacto!) é tratar a todos com respeito e sinceridade. Esses dois elementos compõem o que chamamos de técnica do diálogo convergente que é a base para desenvolver uma comunicação efetiva. Se quiser saber mais sobre isso procure outros conteúdos que disponibilizo na internet com o tema “Como lidar com pessoas difíceis”.

Erro 5: ter saudades dos velhos tempos
O líder iniciante recebe, abruptamente, uma grande carga de poder em suas mãos. Porém, é sempre bom lembrar que, como disse o tio do Homem-Aranha, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Ser responsável não é algo assim tão divertido, principalmente nos primeiros tempos após a transição. É por isso que muitos líderes neófitos alimentam um certo saudosismo dos velhos tempos quando podiam fazer “corpo mole” com pouca ou nenhuma consequência negativa. Isso sem falar daquela vitimização, quando falar mal do chefe parecia ser a solução de todos os problemas… Pois é! As coisas mudaram.

Como evitar: comece refletindo sobre o seu propósito como líder. Responda a esta simples (porém profunda) pergunta: por que assumir a liderança é importante pra você? Liderar é o início, digamos assim, de uma nova carreira. Antes, seu progresso dependia mais do seu trabalho. Agora, o seu papel é influenciar o desempenho de outras pessoas. Por que assumir essa missão é importante para você? A resposta a esta pergunta revelará um novo sentido que vai te dar forças para assumir a nobre missão da liderança.


O conteúdo que trago para você neste artigo é resultado de minhas interações com líderes de todos os níveis de experiência em ocasião dos treinamentos e mentorias que ministro. As dicas compartilhadas têm os ajudado a superar suas dificuldades e, quem sabe, também poderão ajudar você a seguir com mais segurança na sua jornada.

E se quiser receber minha ajuda profissional especializada para desenvolver-se como líder, te convido a conhecer meu programa de mentoria.

​Desejo sucesso! Forte abraço.

Manipulação sutil: como evitar as armadilhas comportamentais da sua equipe

2/9/2025

 
​Já aconteceu de você sair de uma conversa com um liderado e, depois, ficar com a sensação de que foi induzido a tomar uma decisão que não queria?
Essa sensação não é rara. No papel de líder, é comum encontrar funcionários que, de forma sutil, utilizam táticas de manipulação para influenciar nossas decisões. O problema é que, quando você é manipulado, seu poder de liderança e de influência é minado. Como resultado, seu papel de líder se fragiliza.
Neste artigo, vou apresentar quatro formas usuais de manipulação que funcionários costumam usar e como você pode evitá-las para manter a sua autoridade e liderança intactas.

1. Pobre de Mim: O Jogo da Vítima
Esta é uma das formas mais comuns e fáceis de detectar. O colaborador se coloca como vítima, utilizando argumentos que apelam para o seu lado “bonzinho” e compreensivo. Exemplos típicos incluem frases como:
  • “Será que dá para reduzir minha meta? Está muito difícil…”
  • “Posso chegar mais tarde no sábado? Sexta eu sempre saio com amigos e tenho dificuldade para acordar cedo.”
O objetivo é torná-lo responsável pelas dificuldades e necessidades do colaborador, colocando-o em uma posição de tutela. Se você cede, acaba facilitando a criação de um ambiente de irresponsabilidade crônica, onde as pessoas não assumem a responsabilidade pelas próprias metas e resultados.
Como evitar: em vez de simplesmente ceder, aproveite para educar. Ajude o colaborador a enfrentar suas dificuldades e não se acomodar. Por exemplo: “Entendo que está difícil, mas vamos juntos pensar em maneiras de atingir essa meta.”

2. Gritaria: O Bate-Boca
Aqui, o funcionário usa a agressividade ou um tom mais exaltado para tentar desestabilizar você emocionalmente e, assim, desmoralizá-lo diante dos outros. Começa com uma crítica, que muitas vezes pode até ser justa, mas rapidamente escala para um conflito verbal.
O objetivo é desmoralizar o líder publicamente e criar um motim dentro da equipe, colocando-o como “tirano” ou “carrasco” diante dos outros.
Como evitar: respire fundo antes de responder. Controle suas emoções e evite elevar o tom de voz. Responda de forma calma e objetiva, mantendo-se no controle da situação.

3. Deixa Comigo: O Jogo da Dependência
Essa é uma manipulação mais sutil e difícil de detectar. O funcionário oferece ajuda de forma exagerada, se mostrando sempre disposto a resolver até mesmo questões pessoais do líder. Pode parecer um gesto de boa vontade, mas o objetivo é tornar o líder dependente dele.
Exemplo: “Pode deixar que eu passo no shopping e compro o presente para o seu filho, não se preocupe!”
Ao aceitar esse tipo de oferta, você vai se enfraquecendo aos poucos e se tornando refém dessa pessoa.
Como evitar: defina claramente as responsabilidades e limites. Delegue tarefas que são adequadas ao cargo do colaborador, mas mantenha as suas próprias responsabilidades sob seu controle.

4. Sim, Chefe: O Cinismo
Esta é a forma mais sutil de manipulação. O funcionário concorda com tudo que você diz na frente dos outros, mas, na prática, age de acordo com a própria vontade. No momento da conversa, ele não confronta, não questiona e age como um “soldado obediente”.
O objetivo é evitar confrontos diretos e se manter “invisível”, mas sem realmente implementar o que foi decidido.
Como evitar: seja observador e perceba sinais não verbais, como desinteresse ou um “sim” que soa forçado. Abra espaço para o colaborador expressar suas dúvidas ou discordâncias de forma respeitosa, deixando claro que preferiria a transparência a uma falsa obediência.

A Grande Armadilha: O Ego do Líder
Essas quatro formas de manipulação têm uma característica em comum: elas exploram os pontos cegos do líder, seja a soberba (como no “pobre de mim” e no “sim, chefe”), a ira (na gritaria) ou a preguiça (no “deixa comigo”). Como líder, é fundamental se manter consciente desses pontos cegos para não ser enganado (ou para não enganar a si mesmo!).

Conclusão: Liderar é Educar
Essas formas de manipulação fazem parte de jogos psicológicos que os colaboradores aprendem desde cedo. Eles utilizam essas estratégias para alcançar objetivos egoístas ou reforçar suas posições de conforto e imaturidade.
O papel do líder é educar. É conduzir a equipe para fora de comportamentos manipuladores e ajudar a desenvolver uma mentalidade de responsabilidade e maturidade. Somente assim você exercerá sua liderança de maneira plena e verdadeira.

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    Ricardo Mallet é consultor empresarial e mentor de líderes.

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