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Você está com uma ideia fantástica para implementar na empresa. É aquela ideia que vai mudar tudo e levar o negócio a um novo patamar de resultados. Só há um problema: entre você e o sucesso há um rinoceronte!
Um rinoceronte é aquele ser resistente, paquidérmico, meio bruto, que se sente ameaçado e parte para o ataque sempre que alguém tenta invadir o seu território. Talvez você trabalhe (ou já trabalhou) com alguma pessoa difícil assim, “casca grossa”, que não tolera ver seu território ideológico invadido e defende sua opinião, seu sagrado ponto de vista, como um animal instintivo defende seu espaço vital. Projetos ficam empacados, o clima no ambiente de trabalho péssimo e as pessoas não conseguem nem respirar. Pois é! Talvez você não saiba, mas os rinocerontes também costumam empilhar seus excrementos para demarcar território… O melhor mesmo seria evitá-los. Mas quando isso não for possível, como enfrentar o bicho sem ser destroçado? Durante a minha trajetória de vida, tive a oportunidade de lidar com alguns rinocerontes, tanto no ambiente profissional quanto nas relações pessoais, e aprendi algumas técnicas simples para gerenciar essas situações de perigo que quero compartilhar com você. O que não fazer diante da fera?
Então, o que fazer com essas pessoas difíceis? Faça perguntas! Sim, a melhor forma de se livrar do ataque é com perguntas investigativas (não ameaçadoras) que demonstrem real interesse nas opiniões do outro. Peça para a pessoa justificar seu ponto de vista com base em dados (estatísticas, por exemplo) ou fatos (concretos). O que acontece é que o cérebro, quando ocupado com questões mais racionais, precisa direcionar boa parte de sua energia para resolver essas questões e isso faz com que a agressividade e a emocionalidade cedam espaço para o raciocínio lógico. O resultado é um rinoceronte mais sociável e lúcido, que aos poucos vai percebendo o próprio comportamento e se sentindo cada vez mais seguro para expressar as causas dos seus maiores anseios. Neste ponto, você conseguiu finalmente entrar no território da fera. Somente nesta situação você terá chances reais de apresentar suas ideias e resolver os impasses encontrando alternativas eficazes para alcançar o sucesso desejado. E quando o rinoceronte não está apenas no outro? Conflitos persistentes raramente existem apenas fora de nós. Muitas vezes, o verdadeiro impasse nasce da forma como interpretamos, reagimos e conduzimos essas situações. Liderar pessoas difíceis exige mais do que boas intenções ou técnicas pontuais, exige clareza interna, método e consciência do próprio padrão de liderança. Na Mentoria de Modelagem Gerencial, eu ajudo líderes a identificar seus próprios gatilhos, entender as dinâmicas invisíveis dos conflitos e desenvolver uma forma mais lúcida, estratégica e segura de conduzir pessoas, inclusive aquelas mais resistentes. Se você deseja deixar de reagir no impulso, ganhar domínio emocional e aprender a entrar em territórios difíceis com firmeza e inteligência, talvez este seja o próximo passo da sua jornada como líder. Conheça a Mentoria de Modelagem Gerencial e avance com método, clareza e apoio direto. Você sabe qual é o principal motivo das dores de cabeça e das noites mal dormidas de um gestor?
De longe, a reclamação que mais escuto nas sessões de mentoria com diretores e gerentes de empresas de todos os portes é que seus subordinados não trabalham comprometidos com os resultados. A portas fechadas, eles me revelam: “Não sei por que, mas não consigo fazer com que minha equipe faça o que deve ser feito…” Você gerencia pessoas e também se identifica com essa situação? Então, vou revelar para você o que costumo dizer aos meus mentorados já na primeira sessão para que eles iniciem uma jornada que vai alavancar o desempenho e a produtividade das suas equipes. O primeiro passo para ter funcionários realmente comprometidos com os resultados é você ser comprometido com a sua liderança. Ok! Eu sei que isso parece muito conceitual e vago. Então, vou clarificar o significado dessa primeira orientação. Ser comprometido com a sua liderança significa reconhecer que, para ser um líder consistente, é preciso ter muito estudo e treinamento. É preciso compreender que liderar exige o desenvolvimento de competências sofisticadas e específicas, e de pouco (ou nada) adianta ter boa vontade para ser um excelente líder se você não conhece e domina essas competências na prática. Competências como estabelecer metas engajadoras, determinar métodos efetivos, colocar as pessoas certas no lugar certo, treinar eficazmente, demonstrar interesse pelo andamento do trabalho e dar feedback corretivo ou de incentivo, são atividades de rotina de qualquer líder que demandam uma imensa variedade de conhecimentos, habilidades e atitudes. Porém, infelizmente, a grande maioria dos gestores subestima a complexidade dessas atividades e supõe que basta ocupar um lugar no organograma da empresa para que, magicamente, passem a dominar a arte de liderar. Eles se apóiam em frases como: “Ah, mas eu sempre comunico as metas para a minha equipe…” Então, quando eu faço meu trabalho de consultoria e investigo os principais motivos das metas não serem alcançadas, descubro por exemplo que as pessoas nem ao menos lembram seus objetivos prioritários, ou simplesmente não acreditam ser possível alcançá-los. Ou seja, os gestores acreditam que comunicaram as metas competentemente enquanto, na realidade, não o fizeram. E essa inconsistência na execução é uma falha que se replica em todas as demais competências da liderança. A arrogância é uma armadilha nefasta que pode solapar o desenvolvimento de qualquer líder. Não é à toa que passamos por uma forte crise de liderança nas empresas, nas famílias e até mesmo no governo do nosso país. Por isso, meu convite para você - gestor que encara com seriedade sua função de liderar pessoas - é que faça uma autoavaliação honesta sobre a qualidade da sua atual formação técnica e conceitual em liderança. Na sua trajetória profissional, quantas horas você já se dedicou estudando a ciência e praticando a arte de liderar pessoas? Se a sua resposta for algo próximo ou superior a 5.000 horas, parabéns! Você pode considerar-se um profissional comprometido com o sucesso do seu negócio e consciente dos seus desafios como líder. Porém, se nos seus cálculos esse número não passa nem dos 3 dígitos, talvez seja a hora de encarar uma importante mudança de atitude. O comprometimento da sua equipe com os resultados começa com o seu comprometimento em ser um líder consistente. E se você leva a liderança a sério e sabe que precisa evoluir, 👉 preencha a aplicação para a mentoria e avalie se este é o próximo passo para você. Funcionários que não fazem o que deveriam fazer ou, ainda, fazem o que não deveriam fazer. Gente que não entende o que você diz ou simplesmente não aceita o seu comando… Pois é! São muitos os motivos que podem levar um líder a perder a paciência com as pessoas. Se na sua rotina gerencial você se vê frequentemente ansioso, irritado ou até mesmo na iminência de “explodir”, este artigo é pra você.
Sabemos que gerenciar é resolver problemas, mas, convenhamos, ninguém é de ferro! Às vezes, o líder tem vontade de avançar com unhas e dentes no pescoço de alguém, cruzando o limite da sanidade e do bom comportamento. Mas, mesmo que isso fosse socialmente aceito, haveria ainda bons motivos para você aprender a gerenciar suas emoções. Existem sólidas pesquisas que demonstram que as emoções humanas podem ser contagiosas. E como liderar é influenciar pessoas, imagine o poder que você tem de contagiar sua equipe com os sentimentos contraproducentes decorrentes do estresse. Isso só faria aumentar os seus problemas, não é verdade? Além disso, as pessoas preferem seguir líderes calmos e assertivos. Os professores Amy Cuddy e Dale Carney da Columbia Business School e Harvard Business School coordenaram uma pesquisa com gestores de empresas e estudantes que revelou que calma e assertividade são características presentes nos líderes efetivos. Ok! Talvez você até gostaria, mas sinceramente não consegue ser esse líder. Então, o que fazer? Relaxe um pouco e veja as dicas a seguir. Testosterona x cortisol Ser calmo e assertivo tem muito menos a ver com fatores externos (como a organização do ambiente de trabalho e as pessoas à sua volta) e muito mais a ver com fatores internos (você). O que a equipe de pesquisa descobriu é que líderes efetivos têm níveis elevados de testosterona combinados com baixos níveis de cortisol na corrente sanguínea. O que isso significa? A testosterona é um hormônio esteroide secretado em machos e fêmeas. Níveis elevados estão associados à assertividade. O cortisol é um hormônio esteroide produzido no córtex adrenal. Os níveis elevados desse hormônio estão associados ao estresse: ajuda o corpo a se preparar para “lutar ou fugir”. Em outras palavras, níveis elevados de testosterona e baixo nível de cortisol no sangue estão associados ao comportamento calmo e assertivo. Mas a questão é: como alterar os níveis desses hormônios? É aqui que entra a melhor parte… Mudando a química no seu cérebro A pesquisa também revelou que é possível manipular os níveis hormonais por meio de técnicas físicas. O fato é que, por meio de certas posturas, os músculos acionam o cérebro para produzir os hormônios desejados. Em especial, as chamadas “posturas de poder” como, por exemplo, aquela postura corporal que os atletas executam em momentos de triunfo, com os braços elevados, a cabeça levemente tombada para trás, o corpo bem estendido e o peito expandido. Manter essa posição por apenas dois minutos pode aumentar a produção de testosterona e reduzir os níveis de cortisol. Portanto, o líder calmo e assertivo pode ser voluntariamente produzido pelos seus músculos atuando no cérebro. A prática faz o líder Confesso que a leitura desta pesquisa foi para mim bastante interessante, pois acabou conectando um pouco da minha trajetória profissional. Durante 16 anos (de 1995 a 2010) fui proprietário de uma empresa que oferecia treinamentos de gestão do estresse (entre outros) para empresários, executivos, estudantes e profissionais liberais e pude constatar na prática o impacto de inúmeras ferramentas para mudar a atitude das pessoas frente a situações difíceis de rotina. Então, trazendo um pouco da minha experiência para ajudar você a estabilizar suas emoções, vou descrever a seguir um treinamento fácil e prático que poderá fazer diariamente, principalmente antes daquelas reuniões de feedback com seus liderados.
Na medida em que você for evoluindo na prática, será possível tanto aumentar o tempo total de duração do exercício quanto reduzir o ritmo respiratório. A consequência desta respiração consciente, profunda e ritmada é um estado de grande clareza mental e estabilidade emocional. Como a prática irá mostrar a você, ser um líder calmo e assertivo é uma questão de escolha. Tenha certeza que não somente você mas também o ambiente de trabalho e os seus resultados terão muito a ganhar. E se você quer desenvolver essa calma e assertividade de forma consistente, aplicada à sua realidade como líder, preencha a aplicação para a mentoria neste link. Ela vai me ajudar a entender seu contexto e avaliar se este é o momento certo para caminharmos juntos. Um grande abraço, Ricardo Mallet Quando falamos de liderança, quase sempre a conversa gira em torno de técnicas. Estilos de liderança, ferramentas de gestão, métodos de feedback, formas de comunicação, modelos de tomada de decisão. Tudo isso tem valor, mas raramente alguém faz a pergunta mais importante de todas.
- O que realmente governa a sua forma de liderar? Essa pergunta não aponta para o que você sabe, nem para o que aprendeu em cursos ou livros. Ela aponta para algo mais profundo, o lugar interior de onde suas decisões nascem, especialmente quando a pressão aumenta, o risco aparece ou não há tempo para pensar demais. Por que a técnica não explica tudo Todos nós já vimos líderes tecnicamente competentes gerando ambientes ruins. Pessoas que dominam processos, conhecem indicadores e falam bem, mas criam equipes tensas, defensivas ou instáveis. Também já vimos o oposto. Líderes sem grande sofisticação técnica, mas capazes de sustentar confiança, clareza e responsabilidade. Isso acontece porque técnica explica o como, mas não explica o “de onde”. Dois líderes podem aplicar a mesma ferramenta e produzir efeitos completamente diferentes, porque a raiz da ação não está no método, mas no centro que governa a decisão. Toda liderança nasce de um centro interior Antes de qualquer comportamento visível, existe um centro interno que governa a ação. Esse centro pode estar orientado pelo impulso, pela emoção, pela necessidade de afirmação, pela utilidade, pela ordem, pela verdade ou pelo dever assumido no tempo. Esses centros não são aleatórios. Eles representam níveis de consciência que governam as motivações do líder, especialmente sob pressão. Essa compreensão nasce de uma síntese do modelo conhecido como As 12 camadas da personalidade, proposto pelo filósofo Olavo de Carvalho e aprofundado pelo médico psiquiatra Italo Marsili. Trata-se de um modelo antropológico que descreve como a consciência humana se organiza, dos impulsos mais básicos até os níveis mais altos de responsabilidade moral. Na minha leitura aplicada à liderança, organizei essas camadas em sete níveis de consciência. Cada nível indica o ponto a partir do qual o líder interpreta a realidade e toma decisões. Os sete níveis de consciência na liderança 1. Liderança Instintiva A ação é governada pelo impulso. O foco está na sobrevivência, no domínio imediato e na reação primária ao ambiente. Sob estresse, decisões tendem a ser autoritárias e pouco refletidas. 2. Liderança Reativa Aqui, a emoção governa. O líder reage conforme o humor e as frustrações do momento. Decisões oscilam e conflitos são frequentemente personalizados. 3. Liderança Autoafirmativa O centro passa a ser a identidade. O cargo se torna meio de validação pessoal. A imagem pesa mais que a realidade, e decisões difíceis são evitadas quando ameaçam o reconhecimento externo. 4. Liderança Utilitária A utilidade governa a ação. O critério é o que funciona e gera resultado. Há eficiência real, mas ainda não há um critério moral superior que governe as decisões. 5. Liderança Ordenadora O líder deixa de se colocar no centro e passa a servir à função. A liderança sustenta regras, papéis e processos necessários para o bom funcionamento do todo. É a partir desse nível de consciência que o engajamento da equipe deixa de ser circunstancial e passa a ser sustentável. 6. Liderança Clarificadora A verdade governa. O líder assume o risco de nomear problemas, enfrentar incoerências e clarear a realidade, mesmo quando isso custa. 7. Liderança Vocacional O dever governa a ação. A liderança se torna resposta a uma responsabilidade histórica. Decisões consideram o longo prazo, o legado e aquilo que precisa permanecer. Aqui, liderar é cumprir o que lhe cabe na história. O erro comum no desenvolvimento de líderes Um erro frequente é tentar mudar comportamento sem mudar o nível de consciência que governa esse comportamento. Treinamos técnicas, comunicação e ferramentas, mas quando a pressão aumenta, o centro interior permanece o mesmo. E o líder retorna ao padrão anterior. Sem mudança no ponto que governa a ação, qualquer mudança externa se torna frágil. Liderança madura começa pelo autoconhecimento real O primeiro passo para amadurecer como líder não é aprender algo novo, mas reconhecer, com honestidade, “de onde” você está liderando hoje. Esse tipo de autoconhecimento não é confortável, mas é revelador. Ele permite lidar com a causa, não apenas com os sintomas. Quanto maior o impacto da sua liderança, maior precisa ser o nível de consciência que a governa. Uma pergunta que permanece Em situações de pressão real, quando sua imagem está em jogo ou quando ninguém está olhando, o que costuma governar as suas decisões como líder? Essa é uma pergunta que não se responde de uma vez. Ela se responde observando a própria prática, com honestidade e constância. Se esse tema fez sentido para você, ele continuará aparecendo nas reflexões que compartilho por aqui. Em momentos de pressão, o que você percebe que costuma governar a sua forma de liderar? Você conhece o Atlas, o titã da mitologia grega que foi condenado por Zeus a carregar o mundo nas costas? É assim que muitos gestores se sentem: condenados a carregar sobre os ombros o peso de uma equipe incompetente e descomprometida.
Talvez você próprio esteja se sentindo assim atualmente. A cada dia, parece que o acúmulo de responsabilidades só aumenta, sobrecarregando-o numa rotina massacrante. Mas sabia que você pode estar carregando mais peso inútil do que imagina? Neste artigo, eu vou apresentar duas táticas que venho ensinando aos meus clientes em mentorias e consultorias e que também vão te ajudar a obter um alívio imediato. 1. Descentralize as decisões Descentralizar as decisões não apenas vai tirar a pressão das suas costas como também tem o poder de motivar a equipe. De fato, as pessoas trabalham mais motivadas quando têm autonomia. Isso foi comprovado e publicado no livro Motivação 3.0 de Daniel Pink. Na obra foi apresentado um estudo realizado por pesquisadores da Cornéll University que observaram 320 empresas onde a metade proporcionava autonomia aos empregados, enquanto a outra metade acreditava na direção de cima para baixo. As empresas que ofereciam autonomia cresceram quatro vezes mais que o índice apresentado pelas empresas controladoras e um terço de sua rotatividade. Para descentralizar aquelas pequenas decisões de rotina que tomam muito seu tempo e energia, basta você informar aos liderados (por escrito) sobre seus limites de autoridade. Em apenas uma folha de papel, você deixará claro o que o liderado tem ou não autonomia para decidir. Veja a seguir um exemplo aplicado a uma equipe de vendas. LIMITES DE AUTORIDADE (EQUIPE DE VENDAS) Tenho autonomia para decidir sobre:
Preciso de autorização do gestor para:
Obviamente, quando um liderado desrespeitar seus limites de autoridade caberá a você aplicar feedback corretivo para evitar que tal comportamento se repita. 2. Controle mais o processo e menos as pessoas É muito fácil perder-se num emaranhado de picuinhas diárias e acabar estressado com coisas que, francamente, não influenciam em nada nos resultados. Enquanto você está mais preocupado em saber quantos segundos um funcionário gastou no toalete do que em avaliar seu desempenho em cada etapa do trabalho, você está desperdiçando seu talento gerencial. Controle mais o processo e menos as pessoas. O que realmente importa é que seus liderados entreguem os resultados esperados, não é verdade? Então, direcione seu foco para aprimorar a análise dos métodos de trabalho. Por exemplo: num processo de vendas, faça um controle mais apurado das diversas etapas do funil de vendas, analisando a taxa de conversão do vendedor em cada etapa para ajudá-lo a melhorar sua performance e gerar mais resultados. Descentralizar as decisões e controlar o que realmente importa. Essas táticas simples ajudarão você a tirar muito peso (inútil) dos seus ombros. Que tal começar agora mesmo definindo os limites de autoridade da sua equipe? Se quiser saber mais sobre como parar de carregar sua equipe nas costas, conheça meu programa de mentoria online para líderes clicando aqui. Desejo sucesso! Um grande abraço. Se há uma coisa que irrita qualquer gestor é ter que passar o dia todo apagando incêndios. Problemas com funcionários atrasados, clientes insatisfeitos, erros nas entregas... a lista não acaba.
De fato, resolver problemas faz parte da rotina de qualquer gerente. Mas quando os problemas tornam-se crônicos acabam criando um verdadeiro inferno que sufoca e consome a vida de qualquer um. Se você se vê hoje nessa situação, talvez esteja até descrente da possibilidade de uma saída. Mas acredite: a saída existe e é relativamente simples. Porém... pode não ser fácil pois exigirá de você uma pequena mudança de mindset e uma certa disciplina para adotar duas rotinas gerenciais. Não seria fantástico poder apagar 80% dos incêndios do dia antes mesmo das 8h30? Imagine quanto tempo extra você teria para colocar seu foco naquilo que realmente importa! Confesso que a forma como aprendi essa lição não foi nada agradável. Certa vez, uma funcionária que trabalhava na área de cobrança da minha empresa decidiu, por conta própria, alterar o cronograma de envio do relatório ao banco para a geração dos boletos de cobrança. Este “pequeno erro” acabou ocasionando uma cadeia de eventos desastrosos que culminou no envio indevido de protestos aos nossos clientes. Não preciso nem descrever quanto tempo perdi apaziguando as feras e correndo aos cartórios para retirar os protestos registrados. Isso sem falar do prejuízo financeiro com o qual a empresa teve que arcar. Tendo pago um alto preço financeiro e emocional, e após ter perdido muitas horas preciosas da minha vida, aprendi aquela clássica lição que a vovó tanto ensinava: é melhor prevenir que remediar. De reativo a proativo Essa foi a mudança de mindset que o problema me fez enfrentar. Mudar do modo reativo para o modo proativo significa adotar uma mentalidade preventiva, preferindo atuar nas causas dos problemas ao invés de esperar a casa pegar fogo pra procurar um extintor. Fique atento a esta mudança de mindset principalmente se você for do tipo de gerente que só aparece quando as coisas dão errado com aquele desejo ardente de encontrar um culpado. Pode ser que, mesmo inconscientemente, você se sinta mais atraído pelo ato de reclamar do que pela resolução definitiva dos problemas. A melhor forma de consolidar uma mudança de mindset é por meio da adoção de novos hábitos. Vamos conhecer agora as duas rotinas gerenciais que vão te ajudar a ter um dia menos estressante e mais produtivo. Duas rotinas gerenciais proativas - Rotina 1: Observe o trabalho no front Se você gerencia uma equipe comercial, por exemplo, poderá acompanhar o processo de vendas no front. Enquanto observa o trabalho de cada liderado, responda a estas duas perguntas:
Ao responder a primeira pergunta (sabe fazer?), seu objetivo é descobrir possíveis falhas técnicas nos pontos críticos do processo de vendas. Por exemplo: na etapa do levantamento de necessidades, o vendedor não está fazendo as perguntas de maneira adequada, perdendo a chance de encontrar as verdadeiras motivações para a compra. Ao responder a segunda pergunta (está fazendo?), seu objetivo é descobrir possíveis comportamentos negligentes do liderado. Por exemplo: o vendedor que, mesmo sabendo da importância de anotar os dados completos do cliente, frequentemente “se esquece”. Anote todos os problemas observados para poder neutralizá-los na próxima rotina. - Rotina 2: Reúna o time e neutralize as causas Os problemas observados durante a sua estada no front representam riscos de “incêndios” na sua área. Você precisa neutralizá-los antes que causem maiores prejuízos como reclamações de clientes, vendas perdidas etc. Preferencialmente no início da sua rotina de trabalho, reúna seu time para orientar e corrigir as falhas e/ou negligências percebidas. Assim, antes mesmo das 8h30, você já terá evitado a ocorrência de muitos problemas que roubariam o seu tempo durante o dia. Na reunião, proceda da seguinte forma:
Com esse mindset proativo associado à adoção das duas rotinas gerenciais sugeridas, você estará evitando que ao menos 80% dos problemas crônicos se repitam. E se quiser ter uma gestão ainda mais proativa, convido você a conhecer meu programa de mentoria para líderes. Desejo sucesso. Um grande abraço. Você tem se sentido pressionado na liderança e constantemente perde a paciência com as pessoas? Neste artigo da série “Como conquistar a confiança dos seus funcionários” você vai compreender a importância de gerenciar suas emoções.
John Maxwell, um dos maiores especialistas em liderança do mundo e autor do célebre livro “As 21 leis irrefutáveis da liderança”, afirma que as pessoas naturalmente seguem líderes mais fortes do que elas. Mas, no contexto atual, será que é a força física o que realmente influencia as pessoas? Claro que não! É a força psicológica, ou seja, é a capacidade mental e emocional do indivíduo em suportar as pressões de rotina sem perder sua estabilidade. E essa afirmação é corroborada por uma pesquisa dirigida pelos professores Amy Cuddy e Dale Carney da Columbia Business School e Harvard Business School. Os pesquisadores descobriram que as pessoas preferem seguir líderes calmos e assertivos. Calma e assertividade são características presentes nos líderes efetivos. As pessoas querem seguir líderes que demonstram força mental e emocional acima da média. Na psicologia aplicada aos negócios, chamamos essa força de maturidade psicológica. Faça uma autoavaliação honesta agora e considere o quanto se sente mental e emocionalmente apto para lidar com as pressões do dia a dia. Você é do tipo de líder que “explode” com facilidade? Tem dificuldade de enfrentar situações de conflito? Gerencie suas emoções. As pessoas confiam mais em quem demonstra equilíbrio nas suas atitudes. Pense nisso! Um grande abraço e até a nossa próxima dica. Delegar sem se preocupar: um “sonho de consumo” de qualquer gestor. Afinal, quem não valoriza poder contar com pessoas altamente responsáveis e dispostas a resolver qualquer problema?
Mas se você gerencia uma equipe em qualquer lugar do mundo sabe muito bem que esse sonho não é nada fácil de se realizar. Você sai da empresa achando que tudo vai ser resolvido e quando volta descobre que os problemas só aumentaram na sua ausência. Algumas tarefas ficaram atrasadas, outras foram executadas com desleixo ou até esquecidas. O sonho virou pesadelo! Depois de ter passado por algumas experiências mal sucedidas tentando delegar tarefas, possivelmente você tenha até perdido as esperanças. Mas, calma: o sonho não acabou… Existem alguns princípios que você deve observar pra realmente delegar sem se preocupar. Neste artigo, eu vou explicar estes princípios que vão te ajudar a sair da empresa sem ter que ficar com “um pé atrás”. Não confunda delegar com “delargar” O primeiro ponto que precisamos observar é que delegar é um estilo de liderança e, conforme preconiza a teoria da Liderança Situacional de Paul Hersey e Kenneth Blanchard, este estilo só pode ser utilizando quando o liderado apresenta alta maturidade na tarefa. Isso significa que ele deve não apenas saber fazer como também querer fazer aquilo que lhe é delegado. Delegar tarefas para quem não demonstra alta competência e alto comprometimento não é delegar e sim “delargar”. Você está literalmente largando um problema nas mãos de alguém que não vai conseguir (ou querer) resolver. E é por isso que, em muitas circunstâncias, os gestores encontram mais problemas ao voltar para a empresa do que haviam antes da saída. Pra você saber como evitar essas surpresas desagradáveis, escrevi uma lista de perguntas e respostas que frequentemente surgem nos nossos treinamentos de liderança. Como saber o momento certo de delegar? Resposta: a melhor forma de ter essa certeza é avaliando o histórico de desempenho do liderado na tarefa que você deseja delegar. Ele tem demonstrado alta competência? Ele tem demonstrado alto comprometimento? Caso sim, delegue. O liderado é muito competente nas suas funções. Posso delegar outras tarefas? Resposta: observe que de nada adianta ele ser um verdadeiro mestre em todas as demais tarefas da sua função. Ele precisa demonstrar capacidade e compromisso na execução da tarefa específica que você quer delegar. E se eu não tiver certeza se o liderado está preparado e disposto para assumir uma responsabilidade? Resposta: bem, neste caso, é preciso primeiramente acompanhar seu desempenho para poder delegar sem se preocupar. Resumo dos princípios da delegação:
Delegar é um recurso incrível que proporciona ao gestor mais tempo para planejar melhorias e inovar seus processos. Por isso eu sugiro a você sempre procurar oportunidades para delegar tarefas a sua equipe. Entretanto, aqui vai um alerta: delegar não é sinônimo de abandonar o liderado e sim de observar e monitorar seu desempenho. O que você delega é a tarefa, jamais a responsabilidade pelo resultado final. Então, pronto para delegar sem se preocupar? Se quiser saber mais sobre como causar impacto no desempenho da sua equipe, convido você a conhecer o meu programa de mentoria clicando aqui. Desejo sucesso! Uma das reclamações que mais ouço na minha rotina como consultor de empresas é: “Meus funcionários estão desmotivados. Preciso fazer alguma coisa para motivar o pessoal…”
Daí vêm aquelas famigeradas reuniões motivacionais com discursos eloquentes, vídeos emocionais, “gritos de guerra” e uma salva de palmas para arrematar. Resultado? Passados alguns dias, tudo volta ao normal. Ou seria ao anormal? O fato é que ninguém motiva ninguém! A motivação é uma escolha pessoal pois cada um é motivado pelos seus próprios valores intrínsecos que, por sinal, são mutáveis ao longo da vida. E como cada indivíduo é diferente dos demais, ações motivacionais genéricas - como festas de confraternização, palestras e premiações - tendem a não ser efetivas em todos os casos. Então o que fazer? Bem, o primeiro passo é conhecer seus funcionários. Essa é uma atividade social que, por mais simples que possa parecer, demanda investimento de tempo e a aplicação de certas habilidades de comunicação. Muito mais do que saber falar, para conhecer seus funcionários é necessário saber ouvir com interesse genuíno suas necessidades. A partir daí, você poderá dar o segundo passo que é criar condições de realização. Uma das práticas bastante utilizadas neste momento é a construção de um PDI (Plano de Desenvolvimento Individual). No Programa de Modelagem Gerencial, o PDI é uma construção do liderado com o apoio do líder e visa alinhar as necessidades individuais com as necessidades da organização. Por exemplo: um funcionário que se sinta motivado pelo seu crescimento na empresa pode construir, em parceria com o líder, um plano de desenvolvimento que o prepare para assumir novos desafios. Já aquele funcionário que se sente motivado por estabilidade pode construir um plano que garanta a consolidação de suas competências nas funções de rotina. Conhecer e valorizar os motivadores intrínsecos dos funcionários dá ao líder o poder de ser um agente facilitador, ao invés de representar aquela presença opressora tantas vezes associadas aos chefes no dia a dia de trabalho. Ninguém motiva ninguém. Mas, apesar da motivação ser uma opção pessoal, um líder efetivo sabe incentivar essa escolha. Pense nisso! Um grande abraço e até a nossa próxima dica. Ps.: e se quiser receber minha ajuda profissional especializada para desenvolver-se como líder, te convido a conhecer meu programa de mentoria online clicando aqui. Você lembra daquele tempo quando bater as metas de vendas dependia exclusivamente do seu trabalho como vendedor? Bons tempos aqueles...
Mas aí você assumiu a gerência e as coisas complicaram. Agora, o seu sucesso passou a depender da competência de OUTRAS PESSOAS e isso, meu amigo, é dor de cabeça garantida! De fato, o grau de complexidade envolvido no gerenciamento de uma equipe faz a arte da venda parecer brincadeira de criança. Mas, apesar dessa aparente complexidade, para desenvolver uma equipe altamente competente você só precisa observar duas variáveis. Acredite: DUAS variáveis! Não seria ótimo conhecer essas variáveis pra simplificar hoje mesmo a sua rotina gerencial? Neste artigo, eu vou te dar uma ajudinha substancial que, além de facilitar a sua vida, vai melhorar o desempenho e os resultados da sua equipe. Antes, porém, preciso deixar claro que não se trata de nenhum “truque ninja”. O que vamos ver tem fundamentação em estudos de liderança já experimentados e comprovados cientificamente. Vamos então começar compreendendo um conceito elementar. Competência = saber e querer fazer Todo gestor sonha em ter liderados competentes mas, nem sempre, tem muito claro o que isso quer dizer. Uma pessoa é considerada competente quando ela SABE e QUER fazer uma determinada tarefa. Portanto, estas são as duas variáveis consideradas numa avaliação de desempenho: sabe fazer e quer fazer. A primeira variável (sabe fazer) diz respeito aos conhecimentos e habilidades aplicados à tarefa. Por exemplo: no caso de um vendedor, o quanto ele conhece e domina as etapas do processo de vendas como abordagem, levantamento de necessidades, oferta de soluções, contorno de objeções e fechamento da venda. A segunda variável (quer fazer) diz respeito às atitudes aplicadas à tarefa. Por exemplo: no caso de um vendedor, o quanto ele demonstra vontade e autoconfiança para cumprir as etapas do processo de vendas. Dessas duas variáveis, resultam quatro situações: 1. O liderado não sabe e não quer fazer. 2. O liderado não sabe mas quer fazer. 3. O liderado sabe mas não quer fazer. 4. O liderado sabe e quer fazer. A grande sacada é que, quando você consegue identificar qual a situação do liderado na tarefa (ou numa etapa da tarefa), você saberá exatamente o que fazer para melhorar/sustentar o seu desempenho. Veja a seguir uma descrição das quatro situações e como reagir especificamente em cada uma delas. Quando o liderado: 1. Não sabe e não quer fazer = eduque e treine Este é o caso do liderado iniciante, com pouco ou sem treinamento. Por exemplo: um vendedor que não domina o sistema de cadastro de clientes e frequentemente “esquece” de preencher os dados. Como reagir: mostre a importância da tarefa. Ensine o liderado como fazer para que ele se sinta mais engajado e autoconfiante. 2. Não sabe mas quer fazer = corrija e treine Este é o caso do liderado chamado “burro com iniciativa”. Por exemplo: um vendedor que não conhece a política de descontos da empresa mas quer negociar com os clientes. Como reagir: informe ao liderado que sua inciativa sem ter conhecimentos pode trazer problemas para o negócio. Ofereça treinamento para que ele agregue, à sua motivação, os conhecimentos e habilidades necessários à correta execução da tarefa. 3. Sabe mas não quer fazer = dê feedback corretivo Este é o caso do liderado descomprometido. Por exemplo: um vendedor que conhece os horários de trabalho mas chega atrasado recorrentemente. Como reagir: converse (em separado) com o liderado para levantar os motivos da sua negligência e, uma vez comprovada a sua responsabilidade, faça-o assumir o compromisso com uma mudança de comportamento. 4. Sabe e quer fazer = dê feedback de incentivo Este é o caso do liderado competente. Por exemplo: um vendedor que demonstra habilidade e disciplina ao seguir a técnica de levantamento de necessidades. Como reagir: elogie o comportamento do liderado incentivando-o a sustentar seu alto desempenho. Viu só como é simples? Memorize como reagir a essas 4 situações e você saberá exatamente o que fazer para melhorar e sustentar o desempenho da sua equipe. E se quiser aprofundar estes ou outros conhecimentos em liderança, conheça minha mentoria clicando aqui. |
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AutorRicardo Mallet é consultor empresarial e mentor de líderes. Arquivos
Janeiro 2026
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