Ricardo Mallet
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​Liderar no Brasil de 2026, sem sucumbir ao ruído

16/3/2026

 
Fotografia
Num país mais polarizado, mais ansioso e mais ruidoso, o líder que não governa a si mesmo corre o risco de transferir sua própria desordem para a equipe. Em 2026, liderar bem exigirá mais do que técnica. Exigirá clareza interior, critério e maturidade gerencial.

Quando o ruído do país entra na gestão

O Brasil de 2026 não oferece um ambiente neutro para quem lidera.

Estamos em ano eleitoral. E, no Brasil, isso vai muito além do calendário político. O que se intensifica, na prática, é a divisão entre esquerda e direita, o endurecimento das narrativas, o excesso de opinião e a dificuldade crescente de preservar serenidade no debate público. O TSE já aprovou as resoluções que orientarão o pleito, inclusive com atualização das regras sobre propaganda e uso de inteligência artificial. O resultado previsível é um ambiente ainda mais tenso, mais emocional e mais ruidoso.

Seria ingenuidade imaginar que isso ficará do lado de fora das empresas.

Esse clima transborda. Entra nas conversas, afeta percepções, pressiona decisões e altera a forma como líderes e equipes reagem ao cotidiano. Mas a pressão não vem apenas da política. Ela também aparece na dificuldade de planejar com segurança, na necessidade de proteger caixa, sustentar resultado e manter a equipe funcionando em meio à instabilidade.

O tipo de líder que este tempo exige

Em contextos assim, boa vontade não basta. Experiência, sozinha, também não resolve.

O momento exige uma liderança emocionalmente estável, interiormente ordenada e capaz de sustentar clareza em meio à pressão. Quando o ambiente se agita, o líder precisa funcionar como referência de direção. Precisa pensar com nitidez quando os outros já estão reagindo por impulso. Precisa filtrar o ruído e impedir que a confusão externa contamine a gestão.

Só que aqui surge um problema sério.

O Brasil é frequentemente citado, com base em estimativas amplamente difundidas pela OMS e pela OPAS, como o país com a maior prevalência estimada de transtornos de ansiedade no mundo, no dado mais conhecido de 9,3% da população. Mais importante do que repetir esse rótulo é entender o que ele revela. Lideramos dentro de um ambiente social profundamente tensionado.

Isso ajuda a explicar por que tantos líderes estão cansados, reativos, impacientes e sobrecarregados. Ajuda a explicar também por que tantas equipes trabalham sob insegurança, desalinhamento e desgaste.

Sair da manada

O líder está no mesmo país. Respira o mesmo clima. Sofre a mesma pressão cultural. Recebe o mesmo bombardeio de opinião, medo, comparação e urgência. Se não perceber isso a tempo, será arrastado como tantos outros.

Por isso, talvez uma das tarefas mais importantes da liderança em 2026 seja esta: sair da manada.

Sair da manada é recusar o contágio da histeria coletiva. É não reagir a tudo. É não governar por impulso, medo ou simples repetição do comportamento dominante. É não permitir que o ambiente determine automaticamente seu modo de pensar, falar e decidir.

A manada corre. O líder precisa julgar.
A manada amplifica. O líder precisa filtrar.
A manada transmite ansiedade. O líder precisa transmitir direção.

Como fazer isso na prática

O primeiro passo é autoconhecimento. Não como conversa abstrata, mas como lucidez aplicada. Trata-se de perceber como você reage sob pressão, como seus medos interferem na comunicação e como suas tensões internas afetam suas decisões.

Quem não se conhece tende a descarregar ansiedade na equipe. Quem não reconhece seus pontos cegos exagera ameaças, interpreta mal as pessoas e perde consistência. Quem não governa a si mesmo acaba tentando governar os outros a partir da própria desordem.

Mas perceber-se não basta. É preciso construir governo interior.

Isso envolve frear a impulsividade, sustentar critérios, ordenar emoções e fortalecer a interioridade. Estabilidade emocional não é frieza. É firmeza interior. É possuir um centro a partir do qual se possa julgar melhor, decidir melhor e conduzir melhor.

O passo seguinte é transformar essa ordem interior em gestão concreta. Na prática, isso significa definir prioridades com clareza, comunicar expectativas com objetividade, acompanhar a execução com regularidade, corrigir sem humilhar, dar retorno com coerência e proteger a equipe do caos desnecessário.

Boa intenção sem método cansa a equipe. Método sem ordem interior também falha. A liderança madura nasce justamente da união dessas duas ordens, a interior e a gerencial.

No fundo, 2026 exigirá maturidade

Maturidade para não ser dominado pelo ambiente. Para não transformar tensão em desordem. Para não despejar sobre a equipe aquilo que ainda não foi trabalhado dentro de si. E para unir lucidez interior com técnica concreta de gestão.

A verdade continua simples: ninguém conduz bem uma equipe se não estiver trabalhando seriamente para governar a si mesmo.

Toda gestão coerente começa antes da agenda, antes da reunião e antes do plano de ação. Ela começa no interior do líder.

Um convite ao próximo passo

Se você percebe que precisa fortalecer seu eixo interior e amadurecer sua forma de liderar na prática, talvez este seja o momento de dar esse passo com método e acompanhamento.

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    Ricardo Mallet é consultor empresarial e mentor de líderes.

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